
Um assalto com reféns mobilizou equipes da Guarda Municipal de Araguaína (GMA) e da Polícia Militar na tarde deste sábado (16), em Araguaína, na região norte do Estado. Dois homens armados invadiram uma loja de celulares, renderam quem estava no local e, com a chegada da polícia, iniciaram uma live na rede social da própria loja para negociar a rendição.
Um dos suspeitos chegou a utilizar uma mulher como escudo humano enquanto gritava para os agentes: “Atira não, polícia”.
Proprietário da loja relata momentos de tensão durante o assalto
O proprietário da loja, que preferiu não ser identificado, contou que foi um dos reféns e confirmou que a live foi feita no perfil da loja. Ele atua no comércio há seis anos e relatou os momentos de tensão.
“Eu estava atendendo dois clientes, um dos meus funcionários em uma mesa e eu em outra. Quando o pessoal chegou abordando, a gente achou que era uma brincadeira. Nunca passamos por isso. Já chegaram mandando a gente deitar no chão e colocaram presilhas nas nossas mãos”, descreveu.
Criminosos demonstraram conhecer a rotina da loja
Segundo o empresário, os criminosos demonstraram conhecer a rotina do local e tinham alvos específicos.
“Ele sabia do meu carro e já foi falando: ‘Eu quero a chave do teu carro porque eu sei que lá tem telefone’. Eles queriam aparelhos lacrados, porque não tem como rastrear. Estavam com medo de levar os seminovos”, contou a testemunha.
Segundo o relato, apesar de não levarem os celulares da loja inicialmente, os suspeitos roubaram pertences pessoais das vítimas, incluindo dinheiro e joias avaliadas em mais de R$ 20 mil.
Os reféns foram deixados em uma área de escritório enquanto o roubo acontecia.
Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados.
Criminosos obrigaram gerente de loja a transmitir ação ao vivo
Live foi realizada após cerco da Guarda Municipal
Criminosos obrigaram gerente de loja em Araguaína a transmitir ação ao vivo pelas redes sociais após cerco da Guarda Municipal.
A polícia foi acionada por um cliente que estava do lado de fora com um bebê e percebeu a movimentação. A Guarda Municipal chegou ao local em menos de cinco minutos e iniciou o cerco.
“Quando eles viram a Guarda Municipal, falaram: ‘A casa caiu, preciso de dois reféns’. Um deles ordenou: ‘Pega o celular da loja e entra em live agora’”, lembrou o empresário.
O gerente da loja foi desamarrado e obrigado a iniciar a transmissão ao vivo enquanto era segurado pelos criminosos.
“Ele [o suspeito] fez o gerente entrar na live, segurou ele e falou para ir até a porta. Enquanto isso, o outro, que era mais agressivo, me segurava enforcando com a arma na minha cintura e na cabeça”, detalhou.
Rendição e prisão dos suspeitos
Segundo informações da Guarda Municipal de Araguaína, ao chegar no local, foi realizado um cerco à loja. Com os suspeitos gritando que haviam reféns no local, iniciaram a negociação para a rendição.
A Polícia Militar também chegou ao local.
Ainda conforme os relatos da testemunha, um dos assaltantes exigia que a polícia não disparasse.
“Um deles gritava: ‘Não atira, não atira que é pior’. Ele deixou a arma em cima da mesa e me soltou. Na hora que ele me soltou, a polícia pegou um deles e logo em seguida entraram e pegaram o outro”, explicou o dono da loja.
Bens recuperados e suspeitos levados para a delegacia
A Guarda Municipal informou que ninguém se feriu e os bens foram recuperados.
Os dois suspeitos, segundo a guarda, possuem passagens por crimes anteriores e foram conduzidos à Delegacia de Polícia.
Resumo das informações confirmadas pela Guarda Municipal
- O cerco foi realizado logo após a chegada das equipes;
- Havia reféns dentro da loja;
- Os suspeitos iniciaram uma negociação durante a ocorrência;
- Ninguém ficou ferido;
- Os bens roubados foram recuperados;
- Os dois suspeitos foram presos e conduzidos à Delegacia de Polícia.
Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi consultada a respeito do caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Proprietário desabafa após o assalto
Abalado, o proprietário da loja desabafa:
“Eu não sei nem explicar [como se sente], estou até agora abalado. A gente não sabe como vai ser a segunda-feira, se vamos dar conta de entrar para trabalhar.”
Essa reportagem foi publicada primeiro pelo site G1 Tocantins
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Autor: Igor Carneiro
