Tentamos contato com o advogado de Jucélio Ferreira, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. As prefeituras de Ipueiras e Santa Rosa do Tocantins também foram procuradas, mas não houve retorno.
Confira o que se sabe sobre o caso.
Por que o servidor foi condenado?
O servidor Jucélio Ferreira de Menezes foi condenado por acumular dois cargos públicos com incompatibilidade de horários, o que é irregular pela legislação brasileira. Ele supostamente atuava em Ipueiras e Santa Rosa do Tocantins, e a decisão cita a falta de condições reais de cumprir ambas as funções.
Quais cargos públicos ele ocupava?
De acordo com o processo, o servidor trabalhava como vigia em Ipueiras no período noturno, das 18h às 6h, ao mesmo tempo em que exercia a função de motorista de transporte escolar em Santa Rosa. A rota escolar terminava por volta das 19h, horário que coincide com o início do outro trabalho.
O que a investigação do MPTO apontou?
Foi identificada a sobreposição de horários e que o tempo de deslocamento necessário entre os municípios também tornava impossível o cumprimento das duas jornadas. Também foi constatado que o servidor declarou, ao tomar posse em um dos cargos, não possuir outro vínculo público, o que reforçou a irregularidade.
Quais foram as penalidades aplicadas pela Justiça?
A sentença determinou a perda de um dos cargos, devolução integral dos valores recebidos indevidamente com juros e correção, pagamento de multa equivalente ao prejuízo e suspensão dos direitos políticos por seis anos.
O servidor ainda pode recorrer da decisão?
Sim. A decisão judicial ainda cabe recurso, conforme informado no processo.
O que diz a lei sobre acúmulo de cargos públicos?
A Constituição Federal proíbe, como regra, a acumulação de cargos públicos remunerados. Exceções são permitidas apenas em casos específicos, como dois cargos de professor ou funções na área da saúde, e sempre com compatibilidade de horários.
Essa reportagem foi publicada primeiro pelo site G1 Tocantins
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Autor: Shelen Assakawa

